Uma análise trabalhista começa pela reconstrução dos fatos. Documentos bem organizados ajudam a compreender o contrato, a jornada, os pagamentos e os acontecimentos que levaram ao problema — sem substituir a avaliação individual do caso.
Comece por uma linha do tempo
Anote, em ordem cronológica, a data de admissão, mudanças de função ou salário, afastamentos, férias, acidentes, advertências e o encerramento do contrato. Ao lado de cada fato, indique qual documento ou conversa pode comprová-lo.
Separe os documentos básicos
- carteira de trabalho física ou digital;
- contrato, aditivos e comunicações da empresa;
- contracheques, recibos e extratos bancários relacionados ao salário;
- termo de rescisão, aviso-prévio e documentos do FGTS;
- atestados, exames e comunicações de acidente, quando pertinentes.
Jornada de trabalho exige registros próprios
Para questões de horário, reúna controles de ponto, escalas, mensagens sobre início ou término do expediente, registros de acesso e outros elementos obtidos de forma lícita. Não altere arquivos nem apague o contexto das conversas.
Como organizar os arquivos digitais
- Crie pastas por assunto: contrato, pagamentos, jornada, saúde e rescisão.
- Nomeie cada arquivo com data e descrição curta.
- Preserve os originais e trabalhe com cópias.
- Exporte conversas completas quando o contexto for relevante.
- Evite enviar documentos pessoais em grupos ou canais públicos.
O que levar para a primeira conversa
Leve a linha do tempo, os documentos principais e uma lista objetiva das dúvidas. Nem todo arquivo terá o mesmo peso, e a existência de um documento isolado não garante determinada conclusão. A análise depende do conjunto dos fatos e das provas disponíveis.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui consulta jurídica. Prazos e providências devem ser examinados conforme a situação concreta.